Greve na ETP
PRIMEIRA GREVE DA ESCOLA TÉCNICA DE P0XORÉU.
Se, como dizem alguns, mês de agosto é sofrimento e desgosto... imaginem como iniciamos o mês de setembro! Tanto prá ser comemorado – porém, nada de comemorações.
Vão-se dez dias do mês em curso sem qualquer comemoração cívico-religiosa (Semana da Pátria e mês da Bíblia). Avizinha, entretanto, o dia quatorze – Dia da Cruz. Talvez, há de ser reverenciado, ao menos para refletirmos sobre a cruz que nos pesa sobre os ombros! De tão difícil transporte, no entanto, gratificante (pelo alvo que temos em mira)!
As datas comemorativas e de lutos são para esta serventia: cultos aos antepassados e reflexões sobre atos e fatos da nossa construção cidadã. Elas emergem das escolas, principalmente.
Lá, da ETP, escola onde estou cursando uma profissão, não esperava mesmo alguma iniciativa comemorativa: além de estarmos em desfalque, devido a um acidente sofrido pelo nosso Diretor (o Pe. Ademar), iniciamos o mês com uma greve do pessoal responsável pela higiene e limpeza das dependências da escola. A primeira vez, naquele estabelecimento, que assistimos funcionários cruzar os braços – não por melhores salários, mas por pagamento em dias (constantes atrasos bimensais).
Também fato inédito: alunos serem mandados embora da escola, de modo unilateral, sem data de retorno estipulada, sob a alegação de uma suposta crise, instalada no que tange à higienização e limpeza na escola.
N´outros tempos, isso era inadmissível. Muito menos agora deveria ser. A escola, com recursos, praticamente de doações em sua totalidade, sobrevivia. Doravante, estadualizada – pertencente (por graciosa doação) ao Governo do Estado – não poderia e nem deveria passar por situação vexatória e constrangedora.
No Entanto, talvez em razão disso – pertencer ao governo – começa a “desandar”! Pois, até o presente, em nada o poder público estadual contribuiu, à guisa de fazer jus à doação: O Ginásio de Esportes encontra-se com o assoalho a ponto de cortar os pés de quem ali se aventurar à prática esportiva; as ervas daninhas e o capim espinheiro tomando todo o espaço, onde poderia ser plantado algo de proveito; a estrada que demanda à escola (rodovia estadual) em estado de calamidade, propícia a acidentes, dentre outras situações de descaso.
Agora, em plena semana da pátria, a escola se fecha aos alunos.
E viva o saber!!! Salve o conhecimento!!! Vamos votar, povo... Comemoremos o caos!!!
* Aluno: Tecnologia da Computação da Escola Técnica de Poxoréu
Fonte:http://pox.zip.net/
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